Координаты 858

Uploaded 3 июня 2014 г.

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16,04 km

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рядом с  Senhora da Peneda, Viana do Castelo (Portugal)

Já passaram quase 5 anos, estávamos de férias no Parque de Campismo de Lamas de Mouro. Nesse ano percorremos muito da Serra da Peneda e tudo devido a um homem conhecido por nós como Capitão Dandy. Este homem que tinha a exploração do parque de campismo era uma personagem pouco consensual no meio em que estava inserido. Ouvido e mesmo adorado por muitos também era pouco amado e mesmo repudiado por outros, muito especialmente pelos naturais e residentes da zona. As suas ideias e modo de estar na vida facilmente colidiam com a cultura do meio serrano. Tem um profundo conhecimento da Serra da Peneda que conhecia em cada recanto e encanto, tudo segundo dizia porque a tinha percorrido toda durante anos enquanto foi militar nos Ranger de Lamego. No entanto um profundo desconhecimento sobre a gestão de um Parque de campismo de Montanha.
Apesar da idade continuava a percorrer a serra e a desbravar caminhos antigos que as populações utilizavam para se deslocar entre Brandas, Inverneiras e povoados de maiores dimensões. No verão organizava passeios com os companheiros campistas e outros turistas que o solicitassem. Apesar de só termos feito um passeio com ele na serra, deu-nos indicações para que os quatro e os nossos dois canitos desbravassem esta serra.
Então a 10-08-2009, com algumas das suas informações e uma fotocopia muito legível do Percurso da Peneda, realizamos este trilho que foi uma aventura pela imponente serra. Nele sorrimos, desfrutámos, tivemos medo, andámos perdidos, extenuámos e aprendemos muito sobre o que é montanha, e como nos momentos mais difíceis temos que tomar decisões difíceis, mas racionais que nos coloquem em segurança.
Decididos avançamos pouco depois das 8 horas Serra da Peneda acima a procura do famoso pântano de que já tínhamos ouvido falar. Com já disse levamos uma fotocopia do folheto do Trilho da Peneda, bastante água e alguma comida. Iniciámos o percurso no Santuário da Srª da Peneda. A subida começa junto ao local onde os peregrinos e não só, acendem as velas em sua devoção. As marcações são bem visíveis, assim como o painel informativo. Do nosso lado direito vamos ter como companhia a vista entre o arvoredo da Fraga da Meadinha, um dos santuários dos amantes das cordas.
Ao fim do primeiro Km entramos em desanimo pela dificuldade da inclinação que estamos a vencer, bem parece que o Capitão Dandy relativizou este pendente. Após conferenciarmos ficou decidido que vamos só ao Pântano e voltamos pelo mesmo caminho. Mais a frente ao 2 Km a coisa tornou-se mais fácil e temos água a esquerda para refrescar. Continuamos com outro alento e nisto, temos o famoso Pântano com a sua água represada. Magnifica paisagem, gado pasta calmamente (garranos e vacas), só se ouve o vento e aquela imponente pedra no meio do lago e reflectida no mesmo. Estamos na Chã do Monte e o esforço valeu a pena.
Encantados decidimos continuar o Trilho da Peneda, mas distraídos como sempre perdemos as marcações e esquecemos as indicações que tínhamos. Fomos atrás de uns Mariolas e quando demos por ela descíamos quase de gatas e perdidos a serra. Não sabíamos para onde andávamos e instalou-se o receio. Vislumbramos um povoado bem lá em baixo, seria a Branda de Bouça dos Homens ? Não, percebemos muito mais tarde que era São Bento do Cando.
A descida foi vertiginosa e sem grandes referencias, aqui e ali umas Mariolas. Chegados ao fundo um rio (mais tarde soubemos ser o Rio Pombo), água que foi um oásis pois estávamos demasiado quentes do sol que impiedosamente nos fustigou toda a descida. No entanto não víamos o povoado pois estávamos a uma cota inferior a ele e rodeados de vegetação. Voltar a subir seria como que um suicídio, pois não tínhamos grandes referências de trilhos e tínhamos transposto penedos que dificilmente e sem ajuda não iriamos conseguir subir. Com calma descobrimos o que parecia ser um caminho de pé posto pouco visível e que subia ao lado do rio, toca a seguir.
Este último caminho foi alargando e subindo, subindo, subindo, … e para trás tínhamos a visão da serra despida e da zona da nossa descida. Pensamos, como foi possível descer aquilo. Repentinamente o som de um automóvel, ufa estamos safos, nem que seja com uma boleia, táxi, … o que houver.
Primeira casas, onde estamos ? Bouça dos Homens ? outra povoação ? uma quinta ? Não interessa, o caminho é sempre em frente e entramos no centro de uma povoação. No café local ficamos a saber que estamos em São Bento do Cando e a dona e alguns clientes duvidam de onde viemos. Como é que desceram a serra ? foi difícil convencê-los, talvez pelo nosso ar demasiado citadino ou cansaço extremo, mas acredito mais pela ignorância absoluta que demonstrávamos sobre o local onde estávamos.
No entanto esta boa gente disponibilizou-se a levar-me de carro ao Santuário da Srº da Peneda para ir buscar o meu carro. Delicadamente declinamos, solicitando informações do caminho para a Branda de Bouça dos Homens. Duas hipóteses pela estrada alcatroada ou pelos montes com menor distância. Deram-nos o telefone do Táxi da Peneda caso viéssemos a necessitar e um simpático Srº deu o seu de telemóvel caso fosse necessário. Boa Gente !
Comer. Café, gelado, abastecer de água e descansar um pouco, após o que seguimos caminho, mas pela estrada alcatroada, apesar desta e com o calor nos massacrar os pés. Estamos novamente orientados.
A próxima paragem foi após Bouça dos Homens na área de lazer do Rio Milharas, onde logo um pouco mais á frente, isto é, 100 metros
Voltamos a embrenhar-nos na serra por um caminho que é um carreteiro de carros de bois de raça barrosã, onde provavelmente já não passa nenhum. No inicio excelente, mas mais para a frente o piso já com muita erosão e locais onde o carreteiro desapareceu. Neste chegamos ao cume da serra e depois é sempre a descer, descer até ao fim do carreteiro. Extenuados, canitos já com dificuldades e filhotes também.
Chegamos a estrada e agora é mais 1 a 2 até ao santuário e carro. Vamos extremamente cansados, com muita sede, mas felizes pelo que conquistamos neste dia e o que foi vivido. Estamos junto ao carro e são 18.05 horas.
Um dia vamos voltar ao Pântano e espero que com sol e muita água no lago que o transforma num lugar mágico, quem sabe até por lá passar a noite.
Difícil pelo íngreme declive do terreno. Do lado direito continua a Fraga da Meadinha que faz as delicias dos escaladores e todos os que gostam de usar as cordas.
Íngreme declive do terreno a vencer nesta fase inicial. Do lado direito teremos a Fraga da Meadinha que faz as delicias dos escaladores e todos os que gostam de usar as cordas.
O declive diminui um pouco e vamos acompanhar a ribeira que desce para o santuário da Srª da Peneda e que tem inicio no "Pântano". Para trás e Do lado direito, deixamos a Fraga da Meadinha que vínhamos a acompanhar e que faz as delicias dos escaladores e todos os que gostam de usar as cordas.
Convencidos que estávamos no trilho certo e vendo umas mariolas, começamos a descida seguindo-as.
Antigamentre esta represa servia uma mini hídrica que produzia a electricidade para o povoado da Peneda.
Aqui iniciamos o nosso erro fatal, sem ligar ao mapa e deslumbrados pela paisagem continuamos pela Chã em vez de junto ao paredão termos seguido sempre pela direita.
Completamente perdidos cruzamos uma ribeira e abastecemos de água para os cães e para lavar a refrescar o corpo.
Completamente perdidos tentamos ouvir algo e perceber para onde ir. Tínhamos a certeza de que existia uma povoação algures, Para nós seria a Branda de Bouça dos Homens.
Encontramos um rumo, estamos afinal em São Bento do Cando para espanto dos seus residentes. Abastecimento de água, merenda a sombra e retemperar energias com um café e gelado.
Agora forças para voltar a ascender a serra em direcção ao Santuário da Srª da Peneda. Nova banhoca dos cães e abastecimento de água.
O caminho é um carreteiro de carros de bois de raça barrosã, onde provavelmente já não passa nenhum. No inicio excelente, mas mais para a frente o piso já com muita erosão e locais onde o carreteiro desapareceu.
Descanso dos extenuados para uma força final e chegar ao cume da serra.
Nem acreditamos que a partir daqui é sempre a descer, coisa para mais 4 a 5 Km até ao carro.
Continua a descida para o paraíso no caminho carreteiro de carros de bois. O piso alterna entre o bom e o que nos faz saltitar de pedra em pedra.
Teve ínicio e fim no parque de estacionamento em frente ao Hotel da Peneda, no santuário.

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