Время  7 часов 19 минут

Координаты 2324

Uploaded 4 января 2020 г.

Recorded января 2020

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1 058 m
595 m
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4,6
9,1
18,3 km

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рядом с Aigra Nova, Coimbra (Portugal)

- Trilho circular, com marcações apenas nos trechos correspondentes aos PR1 e PR9, com início e fim na aldeia de xisto de Aigra Nova;
- Decorre ao longo do vale da Ribeira da Pena, decorrendo entre o Parque Florestal da Oitava e os Penedos de Góis, cruzando as aldeias de Aigra Velha, Povorais e Pena, no concelho de Góis;
- Este percurso coincide com grande parte dos PR1 GOI - Rota das Tradições do Xisto e PR9 GOI - Trilho do Baile;
- Misto de caminhos rurais, estradão florestal e trilhos de pé posto;
- Trilho com características técnicas difíceis no troço que acompanha os Penedos de Góis, quer pelo acentuado declive que se percorre na sua ascensão e descida (corredores corta-fogos com muita cascalheira), quer pelo percurso ao longo dos 4 penedos, pois são várias as passagens que requerem atenção redobrada e destreza técnica para evitar quedas fatais;
- A paisagem é fantástica, pois trata-se de uma zona inserida na serra da Lousã e, em grande parte, protegida pela Rede Natura 2000. As aldeias do Xisto são, sem dúvida, o ex-libris desta região. E associadas aos Penedos de Góis, tornam então todo este percurso numa excelente surpresa! Ruralidade, cultura e costumes serranos e natureza em estado bruto, em conjunto, fazem deste percurso uma excelente experiência, altamente recomendável!!!


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- PR1 GOI - ROTA DAS TRADIÇÕES DO XISTO
Tipo de percurso: Circular de pequena rota
Extensão e Duração: 9,20 Km – 4 Horas
Grau de Dificuldade: Fácil - Nível 2 de 5
Âmbito do percurso: Histórico, ambiental, paisagístico e cultural
Época aconselhada: Todo o ano. No Verão, atenção ao calor. No Inverno atenção ao piso escorregadio em algumas zonas e às alterações repentinas da climatologia
Localização: Aldeias do Xisto de Góis
Ponto de Partida / Chegada: Largo da Quintã em Aigra Nova
Pontos de Interesse: Sede da Lousitânea, Ecomuseu Tradições do Xisto, Loja Aldeias do Xisto e Núcleo Asinino das Aldeias do Xisto, Poça dos Bois, Aigra Velha - Núcleo do Forno e Alambique da Família Claro, Açude e Levada antiga, Pena - Museu Particular da Família Neves, Penedo dos Corvos e Fonte dos Namorados

Descrição geral: este percurso circular une as quatro Aldeias do Xisto do concelho de Góis: Aigra Nova, Aigra Velha, Pena e Comareira. Podemos utilizá-lo para fazer ligações só entre algumas delas ou mesmo dar a volta por todas elas. Existem dois painéis informativos, um na Pena e outro na Aigra Nova, onde é aconse- lhável iniciar a caminhada. Em Aigra Nova está situada a Loja Aldeias do Xisto e a Sede da Associação Lousitânea - Liga de Amigos da Serra da Lousã. Aqui disponibiliza-se toda a informação sobre o percurso e as Aldeias do Xisto. Saindo daqui, no sentido anti-horário, e subindo o caminho antigo, passamos pela Poça dos Bois, onde ainda hoje os pastores levam os rebanhos a beber água. A aldeia de Aigra Velha já não fica muito distante e, uma vez no topo do caminho, já avistamos as suas casas de xisto. Após passar na aldeia, continuamos a descer em direção à Ribeira da Pena. Pelo caminho já se avistam os imponentes Penedos de Góis. Ao chegar à Ribeira, se caminhar- mos em silêncio, podemos ter a sorte de avistar uma lontra. Seguindo uma levada pela ribeira abaixo chegamos à Aldeia da Pena, que fica junto ao Penedo da Abelha, famoso pelas suas belas paredes de escalada. Saindo da aldeia por um carreiro que sobe a encosta passamos por formações rochosas muito interessantes. Uma vez chegados ao topo do monte conseguimos por vezes avistar a Serra da Estrela. Descendo agora por entre pinheiros, a chegada à Comareira demora muito pouco. Podemos então relaxar sentados no miradouro a observar a paisagem que nos rodeia. A aldeia de Aigra Nova fica já aqui ao lado, após uma última subida.

Aldeias de Góis: na Aldeia da Comareira, assim designada dada a sua localização no cume de um monte, poderá sentar-se no miradouro e sentir que se encontra no topo do mundo. Devido ao clima agreste, as Aigras (Nova e Velha) têm particularidades únicas. Na Aigra Nova passe pela Rua dos Bois, visite a loja Aldeias do Xisto e peça informações sobre o Ecomuseu Tradições do Xisto e os vários Núcleos a ele associados. Aproveite e apadrinhe uma árvore – ajude a reflorestação da Serra da Lousã. A aldeia de Aigra Velha dispõe de um sistema defensivo apenas visto nas aldeias e vilas medievais mais antigas do nosso país: antigamente, a única rua que atravessava a aldeia podia ser fechada nas duas extremidades. Na aldeia da Pena procure os moinhos, os Penedos de Góis, a Ribeira da Pena ou o Museu particular da família Neves.

Património natural: este percurso pedestre insere-se na Rede Natura 2000–Serra da Lousã, exatamente porque se podem encontrar ainda algumas espécies de fauna e flora de grande relevância em termos de conservação ambiental. Alguns bosques de castanheiros e carvalhos ainda são visíveis, apesar de já predominar o pinhal e o eucaliptal. Nas zonas ribeirinhas encontram-se azereiros e azevinhos. Se estiver mais atento poderá encontrar alguns vestígios de veados, javalis, esquilos e raposas. Junto à Ribeira de Pena habitam a salamandra lusitânica e a lontra. Nos Penedos de Góis ainda nidifica a cegonha preta, mas o mais provável é ver aves de rapina ou mesmo a cegonha branca. Estes Penedos são únicos e estão entre os pontos mais altos da Serra da Lousã (1205m). Entre a aldeia de Aigra Nova e de Aigra Velha, o bosque de urzes é intensamente usado pela população para produzir o típico mel da Serra da Lousã. Junto à aldeia da Pena pode ainda encontrar os fósseis marinhos dos Penedos de Góis.


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- PR9 GOI - TRILHO DO BAILE
Tipo de percurso: Circular de pequena rota
Extensão e Duração: 12,70 Km – 5 Horas
Grau de Dificuldade: Fácil - Nível 2 de 5
Âmbito do percurso: Histórico, ambiental, paisagístico e cultural
Época aconselhada: Todo o ano. No Verão, atenção ao calor. No Inverno atenção ao piso escorregadio em algumas zonas e às alterações repentinas da climatologia
Localização: Aldeias do Xisto de Góis
Ponto de Partida / Chegada: Aigra Velha
Pontos de Interesse: Aigra Velha - Núcleo do Forno e Alambique da Família Claro, Zona Protegida - Rede Natura 2000, Parque Florestal da Oitava, Povorais - Aldeia junto dos Penedos de Góis, Pena - Museu Particular da Família Neves, Levada, Aigra Velha - Final do percurso - Início da variante, Ponte sobre ribeira de Pena, Construção em xisto, Final da Variante - Povorais

Descrição geral: O percurso tem início na Aldeia do Xisto de Aigra Velha. Depois de visitar a aldeia siga as indicações que o levam pelo estradão do Parque Florestal da Oitava. Faça silêncio, pode estar a ser observado por um veado, por isso não perca a oportunidade de o ver também. Depois de passar alguns apiários chegará ao Parque Florestal da Oitava, onde encontrará um parque de merendas. Aproveite para petiscar e recuperar energias. Pode ainda refrescar-se na pequena represa situada um pouco acima do parque. Não deixe lixo nos contentores, pois os animais selvagens, como as raposas e javalis, poderão destruí-los e espalhar os detritos. Se já recuperou forças siga novamente o estradão. Alguns metros à frente desça o caminho à sua esquerda. Passe junto a castanheiros e azevinhos e, depois da linha de água, existe uma subida até à aldeia dos Povorais, a mais alta do concelho e a mais próxima dos Penedos de Góis. Depois de visitar a aldeia siga pela esquerda entre pinhais. Vai vislumbrar a aldeia da Pena ao fundo, para onde tem de ir. Na descida vai passar junto ao Penedo da Abelha, um local equipado para a prática da escalada. A Pena é também uma Aldeia do Xisto. Visite-a e siga pela levada junto da ribeira. A partir daqui é sempre a subir até à Aigra Velha, local onde termina a sua jornada. Este percurso tem uma variante que encurta o percurso para metade, seguindo directamente da Aigra Velha para os Povorais.

Aldeias do Xisto de Góis: a aldeia de Aigra Velha dispõe de um sistema defensivo apenas visto nas aldeias e vilas medievais mais antigas do nosso país: antigamente, a única rua que atravessava a aldeia podia ser fechada nas duas extremidades. Aqui pode ainda visitar o Núcleo do Forno e Alambique da Família Claro (informações na Loja Aldeias do Xisto de Aigra Nova). Povorais é a aldeia mais alta do concelho, situada junto dos Penedos de Góis, local ideal para apreciar a paisagem envolvente. Na aldeia da Pena procure os moinhos, o museu particular da Família Neves e beba algo na lojinha da aldeia.

património natural: este percurso pedestre insere-se na Rede Natura 2000 – Serra da Lousã, exactamente porque se podem encontrar ainda algumas espécies de fauna e flora de grande relevância em termos de conservação ambiental. Alguns bosques de castanheiros e aveleira ainda são visíveis, apesar de já predominar o pinhal e o eucaliptal. Nas zonas ribeirinhas encontram-se azereiros e azevinhos. Se estiver mais atento poderá encontrar alguns vestígios de veados, javalis, esquilos e raposas. Nas zonas ribeirinhas habitam a salamandra lusitanica e a lontra. Nos Penedos de Góis ainda nidifica a cegonha preta, mas o mais provável é ver aves de rapina ou mesmo a cegonha branca. Estes Penedos são únicos e estão entre os pontos mais altos da Serra da Lousã (1205m).


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- GÓIS
Com mais de oito séculos de existência, a Vila de Góis está situada a cerca de 40Km de Coimbra, num vale estreito e profundo, o Vale do Ceira, encravado entre as serras do Carvalhal e do Rabadão. Cinco freguesias, dispostas em dois conjuntos geográficos distintos, compõem o concelho de Góis. O primeiro, formado pelas freguesias do Colmeal, Vila Nova do Ceira, Góis e Cadafaz, tem no Rio Ceira o seu elemento unificador. A freguesia de Alvares constitui, por seu turno, uma realidade diferente, onde podemos encontrar duas ribeiras, Mega e Sinhel.

Monumentos
No Centro Histórico de Góis encontram-se a fonte do pombal e a cisterna com os azulejos hispano-árabes do séc. XVI. Um pouco mais acima, poderá visitar o conjunto arquitetónico formado pela Igreja Matriz e o túmulo de D. Luís da Silveira1, importante obra renascentista na qual trabalharam artistas como Diogo de Castilho, Filipe Hodart e João de Ruão.
Elevando o olhar no salão nobre dos Paços do Concelho2, poderá deslumbrar-se com a beleza dos tetos apainelados e, continuando pela ponte real, também classificada como Imóvel de Interesse Público, encontrará, num nível mais elevado, a Capela do Castelo3. Deste local poderá contemplar uma linda panorâmica da Vila de Góis.

Tradição e Cultura
A “Feira da Castanha e do Mel”, realizada a 1 de novembro, pode ser uma boa data para visitar o concelho de Góis com a variada gama de cores que a chegada do outono aporta às montanhas. Para começar, um queijo de cabra ou ovelha com a tão apreciada broa de milho barrada com o delicioso mel de urze DOP4. Não deixe de saborear a sopa de castanhas, o cabrito assado, a chanfana, o bucho recheado e a tibornada, pratos típicos desta região. Para terminar o delicioso arroz doce. Para recordação, poderá levar o bolo doce de Góis ou adquirir amostras do trabalho artesanal das nossas gentes: miniaturas de alfaias agrícolas, casas de xisto ou de cortiços com potinhos de mel no interior. Poderá ainda encontrar trabalhos contemporâneos em lã, bordados e rendas, assim como as belíssimas mantas de retalhos.

Paraíso natural
As montanhas do Penedo de Góis, com os seus 1043 m de altura, são palco privilegiado para a prática de atividades de natureza, desportos aventura e motorizados e da caça e pesca. Com várias concessões de pesca no concelho, a espécie mais procurada é a truta (Salmo trutta). Os seus rios, de águas puras e cristalinas, oferecem variadas praias e piscinas fluviais onde poderá refrescar-se e contemplar a paz e beleza circundante.
Em redor de Góis, poderá passear por um vale cruzado por pontes centenárias e paisagens onde impera o socalco ou procurar recantos onde o rio salta sobre a majestosa fraga onde se ergue a ermida da Nossa Senhora da Candosa.


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- SERRA DA LOUSÃ
É uma serra que conjuga de forma única a vertente cultural e humana das Aldeias do Xisto, com a natureza e as possibilidades de lazer que a sua paisagem proporciona. É casa de veados, javalis e corços que espreitam por entre sobreiros, castanheiros, carvalhos e, claro, pinheiros. É atravessada por inúmeros trilhos pedestres/BTT e por caminhos que nos levam ao St. António da Neve, ao Alto do Trevim, ao Castelo da Lousã ou à Sra. da Piedade… não esquecendo as praias fluviais. A Serra da Lousã, juntamente com a Serra do Açor e a Serra da Estrela, formam o mais imponente dos alinhamentos montanhosos de Portugal: a Cordilheira Central. A Serra da Lousã constitui a extremidade sudoeste desta cordilheira. Sendo fundamentalmente xistosa e pré-câmbrica, é portanto geologicamente muito antiga. Estas Serras fazem também a separação das bacias hidrográficas do Mondego e do Tejo. A Serra da Lousã abrange os concelhos de Lousã, Góis, Castanheira de Pêra, Miranda do Corvo e Figueiró dos Vinhos. Apresenta declives abruptos para as terras quase planas que se estendem a noroeste. É profundamente sulcada pelas linhas de água, de que se destacam a Ribeira de Pena a norte, a Ribeira de S. João a noroeste, a Ribeira de Pera e a Ribeira de Alge a sul. A este sobressai a crista quartzítica dos Penedos de Góis. Mas o seu ponto mais elevado é o Alto do Trevim a 1204 m. Nos caminhos das suas matas os veados cruzam-se connosco ou fazem ouvir longe o seu bramar de cio. O corço também aqui ocorre, mas é mais difícil de observar. Onde o Outono tem os tons das árvores folhosas caducifólias. As flores dos matos transformam-se em mel. A Serra da Lousã integra a Rede Natura 2000. Com os seus 15.158 hectares, abrange os cumes aplanados da Serra da Lousã, a formação quartzítica dos Penedos de Góis (1048 m) e a Mata do Sobral, uma área de sobreiral a Norte, na Serra de Sacões. Abrange a parte mais elevada dos concelhos de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Góis, Lousã e Miranda do Corvo. Com uma acidentada orografia e variantes climáticas, a vegetação é muito diversificada. A azinheira ocorre nas zonas mais altas, ensolaradas e secas, o sobreiro nas zonas mais soalheiras e os castanheiros e carvalhos (Quercus robur e Q. pyrenaica) nas zonas mais húmidas e frias. Às linhas de água profundamente encaixadas estão associados habitats bem conservados, destacando-se as comunidades de Azereiro (Prunus lusitanica) com Azevinho (Ilex aquifolium), de carácter reliquial, com grande importância para certas espécies da fauna. A ciência indica que a Salamandra-lusitanica (Chioglossa lusitanica) teve aqui o seu berço. Aqui também ocorre uma população muito significativa de veado (Cervus elaphus) e de corço (Capreolus capreolus).
фонтан

Poça dos Bois

Waypoint

Aigra Velha

Aigra Velha é a Aldeia do Xisto que se encontra a maior altitude (770m). Próxima dos cumes da Serra da Lousã, mas com fácil acesso. É um pequeno aglomerado, mas de largos horizontes. A envolvente paisagística da aldeia faz toda a diferença. Aqui tudo é simples, feito segundo o padrão da natureza que nos envolve. Implantada numa cumeada da serra, Aigra Velha é circundada por alguns terrenos agrícolas e uma vasta área de pastoreio. Se, por um lado, avista a Serra da Estrela, a Este dá para os colossais Penedos de Góis. O conjunto das construções organizaram-se num arranjo defensivo contra as intempéries meteorológicas, os intrusos e animais selvagens como os lobos, permitindo comunicação e circulação entre os diferentes espaços, mas mantendo a privacidade de cada família. Aqui poderá ouvir as histórias antigas de caravanas de comerciantes que vagueavam pela serra e paravam para pernoitar. À noite havia lobos, o que levou os habitantes a cortar a única rua da aldeia e a fazer ligações internas entre as casas. Estas paredes de xisto, rodeadas de pastagens verdes, são o abrigo antes de partir à descoberta do Parque Florestal da Oitava e da Ribeira da Pena.
дерево

Mata da Oitava

A Mata da Oitava, na Serra da Lousã, ocupa 470 hectares da área do Município de Góis, totalmente inseridos em Rede Natura 2000. Desde os anos 70 que esta mata tem sido palco de diversas ações de plantação de espécies florestais perfeitamente adaptadas ao local e de interesse paisagístico e ambiental. Aqui, encontram-se castanheiros e outras folhosas de interesse como pinheiro negral, pseudotsugas ou pinheiro bravo, bem como espécies subarbustivas como o medronheiro ou o azevinho. No interior da mata, há um parque de lazer, perto de uma linha de água permanente, com um açude especialmente construído para o apoio ao combate a incêndios florestais. Neste local podem realizar-se piqueniques e, fora da época de risco de incêndio, pode ainda ser utilizada a churrasqueira aí existente. A Mata da Oitava é habitat de aves em vias de extinção e de mamíferos, como os veados e corços.
Пикник

Parque Florestal da Oitava

Озеро

Lagoa da Oitava

дерево

Mata da Oitava

Waypoint

Linha da água

Мост

Ponte sobre a Ribeira da Pena

Waypoint

Povorais

Povorais (a aldeia de maior altitute na freguesia de Góis) situa-se entre os Penedos de Góis e a Serra da Lousã. Rodeada de montes e paisagens serranas de grande beleza, é um convite à tranquilidade e à sua descoberta em passeios pedestres. É um óptimo sítio para relaxar, aproveitar a sombra do carvalho centenário e jogar uma cartada. São várias as ofertas turísticas procuradas nos territórios rurais, fruto das condições excecionais que estas áreas geográficas oferecem. A busca de ambientes mais calmos, com capacidade de oferecer atividades de lazer, torna estes territórios rurais de montanha locais muito procurados e apreciados.
Перевал

Portela (entre os Penedos de Góis)

вершина

2º Penedo de Góis

Os Penedos de Góis (1040m), escarpados, junto à Aldeia do Xisto de Pena, formam desníveis únicos, com quedas de água e ribeiras impetuosas. É um local deslumbrante com miradouros sobre a paisagem beirã, podendo daí avistar-se a Serra da Estrela, a Serra do Açor e o Trevim (Santo António da Neve). Existem inúmeros trilhos pedestres e possibilidades de escalada.
вершина

3º Penedo de Góis

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4º Penedo de Góis

панорама

Panorâmica da encosta rochosa

панорама

Panorâmica da aldeia da Pena

Мост

Ponte sobre a Ribeira da Pena

A ribeira de Pena nasce e alimenta-se deste vale encaixado a oeste dos Penedos de Góis. Pena é topónimo que tem origem latina em penna, variante de pinna, que significa penha, isto é, penhasco ou rochedo, situação característica da envolvente à aldeia, que se situa junto à crista quartzítica dos Penedos de Góis. Entre os vários afloramentos rochosos, destaca-se o denominado Penedo da Abelha, sobranceiro à aldeia, na margem direita da ribeira de Pena. Também poderia significar local de construção de pequeno castelo ou pequena estrutura defensiva.
Waypoint

Pena

Uma única rua e várias pequenas quelhas tecem a malha urbana de Pena. Os materiais de construção predominantes são o xisto e o quartzito. Algumas fachadas estão rebocadas e pintadas com cores tradicionais. Uma ou outra casa, construídas na segunda metade do séc. XX não conseguem perturbar a harmonia arquitetónica da aldeia. Todas as casas erigidas com blocos de xisto obedeceram a regras de construção, de modo a se afirmarem resistentes às intempéries e ao passar do tempo. A povoação já deveria existir no séc. XVI, dado que no “Cadastro da população do Reino (1527)” consta no termo da villa de Goys a existência da então denominada pena onde viviam cinco moradores. As primeiras formas de povoamento que se conhecem no concelho de Góis datam do período Neolítico ou Bronze I, como testemunham os diversos vestígios e achados arqueológicos, encontrados a norte deste território. Esta aldeia é o resultado perfeito da construção conjugando o xisto com o quartzito. Um castanheiro secular guarda a entrada da aldeia. As condições topográficas levaram a que a aldeia se desenvolvesse ao longo de um promontório, parecendo que o casario se encontra em desafio às leis do equilíbrio e à força da gravidade. A aldeia de Pena retira da água cristalina da ribeira todos os proveitos. Ali ao lado, os Penedos de Góis são uma proposta de aventura para os mais ousados.
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Dobras geológicas

Deformações que ocorrem nas rochas e que resulta do arqueamento de camadas rochosas, inicialmente planas, com comportamento dúctil, pela ação de tensões compressivas. Estas deformações podem ser macro ou microscópicas. As dobras formam-se no interior da crusta ou do manto de forma lenta e gradual, emergindo à superfície devido aos movimentos tectónicos e à erosão. Os elementos de dobra, que caracterizam a geometria das dobras, são: os flancos, ou vertentes da dobra, porções de menor curvatura; a charneira, que corresponde à zona de convergência das camadas de cada flanco, ou seja, a linha que une os pontos de máxima curvatura de uma dobra; o núcleo, formado pelas camadas mais internas da dobra; o plano ou superfície axial, plano que contém as charneiras dos diferentes estratos dobrados, dividindo a dobra em dois flancos sensivelmente iguais; o eixo da dobra, que corresponde ao ponto de interseção do plano axial com a charneira. As dobras podem ser classificadas segundo a sua disposição espacial e segundo a idade das rochas que as constituem: de acordo com a disposição espacial das dobras, estas podem ser denominadas dobras antiforma, com concavidade voltada para baixo, dobras sinforma, com concavidade voltada para cima, ou dobras neutras, cuja abertura se orienta lateralmente (com eixo vertical); de acordo com a idade das rochas que as constituem, estas podem ser desigandas por rochas anticlinais, quando as rochas mais antigas se encontram no núcleo da antiforma, ou por rochas sinclinais, quando as rochas mais recentes se localizam no núcleo da sinforma. Entre as estruturas dobradas é frequente distinguir formações, originadas por erosão, denominadas domas, em que a parte central é ocupada pelos estratos mais antigos, e bacias ou cuvettes, em que a parte central é ocupada pelas camadas mais recentes. Quanto à simetria, as dobras, quando mantêm a espessura dos estratos, denominam-se isopacas; se os estratos se encontram deformados, as dobras denominam-se anisopacas. Numa dobra, a posição das camadas rochosas no espaço pode ser definida pela direção e pela inclinação das camadas. A direção da camada é dada pelo ângulo formado pela diretriz (definida pela interseção do plano da camada com o plano horizontal) com a direção N-S geográfica dada pela bússola. A inclinação dos estratos, correspondente ao ângulo formado pela pendente (linha de maior declive) com o plano horizontal, é determinada com clinómetros.
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Panorâmica do vale da Ribeira da Pena

панорама

Panorâmica Parcial da Cordilheira Central

A Cordilheira Central, também designada por Sistema Central Divisório, corresponde a um grande conjunto montanhoso que atravessa parte significativa da Península Ibérica longitudinalmente (nordeste-sudoeste), estendendo-se por algumas centenas de quilómetros entre Portugal e Espanha. Em Portugal, a serra da Estrela corresponde a uma parte inicial da Cordilheira Central. Em Espanha localizam-se os conjuntos de relevo mais importantes, como a Sierra de Gredos e de Guadarrama. O seu ponto de maior altitude é o Pico Almanzor (2592 metros), localizado na Sierra de Gredos. A norte da Cordilheira Central localiza-se o Planalto de Castela-a-Velha, ou Meseta Norte, e a sul o Planalto de Castela-a-Nova, ou Meseta Sul, também designados no seu conjunto por Meseta Ibérica.
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Aigra Nova

De malha urbana simples, de construção baixa e à base de xisto, Aigra Nova divide-se em três pequenas ruas, que a atravessam. A nascente e o clima ameno são propícios à prática agrícola e aos vastos pastos. Nesta aldeia viva há hortas, gado, burros e muitas atividades que prometem surpreender. Inserido na rede de Aldeias do Xisto, este agrupamento de quatro aldeias do Concelho de Góis – Comareira, Aigra Nova, Aigra Velha e Pena – está integrado numa estrada panorâmica que as ligará ao Trevim, o ponto mais alto da Serra da Lousã (1204 metros de altitude), a Santo António da Neve e a outras aldeias situadas na vertente oposta da serra. É com os olhos postos no alto que se agradece a existência destas aldeias-memória e a sua recente e progressiva transformação em aldeias-futuro, a chamar para cada uma delas uma nova alma que as belíssimas pedras de xisto, por si só, não podem conter. É obrigatório parar aqui e deixar-se envolver pelo projecto do Eco-Museu Tradições do Xisto e visitar os seus diversos Núcleos. A simpatia é tão contagiante como é serena a paisagem. É bom saber que, no fundo destes vales, veados e javalis continuam a subsistir imperturbados, como que protegidos do mundo.

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